Coração Artificial Auxiliar (CAA)

   Atualmente, desenvolve-se no Brasil o primeiro Coração Auxiliar Artificial (CAA) eletromecânico totalmente implantável para uso por pacientes que aguardam na fila para um transplante cardíaco. O projeto foi iniciado em 1998 no Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, em São Paulo, na Divisão de Bioengenharia da Fundação Adib Jatene, o dispositivo é implantado dentro do corpo humano com possibilidade de assistência uni e bi-ventricular. O CAA é implantado em série com o coração natural do paciente, indicado para pacientes cardíacos.



   As vantagens deste aparelho em relação ao que substitui totalmente o coração natural são as seguintes: a cirurgia é mais simples e rápida; a cirurgia é realizada sem circulação extracorpórea (com o coração natural batendo); a recuperação do paciente é mais fácil; é possível manter o controle da freqüência cardíaca e da pressão arterial mais facilmente, já que o coração do paciente continua funcionando e os riscos para o paciente em caso de falha do dispositivo são menores.

   Embora o CAA seja um assistente biventricular, atualmente, o objetivo dos estudos é testar, “In Vivo” animal, o ventrículo artificial esquerdo ou Dispositivo de Assistência Ventricular (DAV), uma versão do CAA com apenas uma câmara de bombeamento. O Dispositivo de Assistência Ventricular (DAV) tem por objetivo promover assistência ao ventrículo esquerdo, sendo canulado do ápice do ventrículo esquerdo à aorta ascendente (veja desenho esquemático). Desta forma, o uso do DAV promove o aumento da pressão aórtica e diminuição da pressão intraventricular esquerda. Assim, as limitações provocadas pelo coração doente diminuem e o paciente tem mais tempo para aguardar o transplante.